20.11.06
E quando...
E quando ele resolve testar os meus limites??
E quando eu perco a cabeça (e os limites) e lhe dou uma palmada no rabo??
E quando eu sinto a dor dos meus dedos enormes baterem no rabo dele pequenino??
E quando ele chora e olha para mim como se eu fosse a pior das pessoas, a Mãe má??
E quando, após toda a cena, os meus remorsos são tão grandes que as lágrimas me vêem aos olhos e só me apetece abraça-lo e pedir-lhe que me desculpe e que não volto a fazê-lo??
E quando um coração de Mãe promete não mais recorrer à mão mas a cabeça de Mãe lhe diz que esta foi a primeira de muitas palmadas que vão ter que ser dadas??
É quando me apercebo que estamos os dois a crescer, eu como Mãe, ele como Filho!!!
Nota: Em 19 meses dele, foi a primeira vez que lhe dei uma palmada. Desconfio que me doeu mais a mim que a ele!!
Afinal...
16.11.06
E por cá...
Deram-se bem os dois.
Do Pai:
"Dá-lhe o jantar enquanto dá o Noddy... assim come melhor."
"Dá-lhe a fruta ao mesmo tempo que lhe dás a sopa... olha que ele anda manhoso e se não fizeres assim como te digo, ele não come a fruta!!!"
"Vou deita-lo... está cansado, coitadinho."
"Não precisas de pegar nele ao colo... ele já se habituou a ir pelo próprio pé para a cama."
Do Filho:
Quando se aleija e chora vai ter com o Pai.
Quando quer colo vai ter com o Pai.
Quando quer comer vai ter com o Pai.
Quando tem sede vai ter com o Pai.
Da Mãe:
Onde raio tinha eu a cabeça quando demorei tanto tempo a decidir viajar e a deixa-los aos dois sozinhos???
Nota: Não me faz confusão nenhuma ver a próximidade e cumplicidade que se vai criando entre os dois. Antes pelo contrário, sinto um orgulho imenso dentro de mim quando os vejo assim... em sintonia!!
14.11.06
Lá fui...
... e correu bem!!!
Gostei muito. Do país, da cidade, das pessoas!! Gostei da companhia, ri-me muito, rimo-nos todos muito!!
Da cidade ficou o escuro do tempo que contrasta com a côr das ruas, das casas, das lojas. Das pessoas ficou a boa disposição, a hospitalidade.
Gasta-se muito dinheiro mas vive-se muito bem.
Fuma-se na rua, olha-se pelo bem estar dos outros (não pela meu, que rapava um frio dos diabos cada vez que queria fumar um cigarrinho!!!).
Gostei do cheiro e vibrei com o movimento das ruas. Bebi muita cerveja. Comi bem. Panquecas com "sirupe", scones, bugles, chá (muito chá, que estava cá um briole...).Cafézinhos acolhedores, pub's com música e dança (tão, mas tão giro!!).
Voltei bem, voltei feliz, e com vontade de lá voltar agora com os meus dois homens!!!
8.11.06
6.11.06
Âncora
Vou porque quero, vou porque me faz falta estar só, vou porque vou estar bem acompanhada (elas vão comigo), vou porque me vou divertir, vou porque desde que ele nasceu que não vou sózinha a lado nenhum (e preciso), vou porque a saudade faz bem (as que eu já sinto por eles e as que eles vão sentir quando eu lhes faltar), vou porque vou... Mas vou voltar, porque por mais longe que vá, a minha âncora assegura-me o regresso!!
PS: A minha cabeça diz-me que não há mal nenhum em deixar o meu filho e o Pai do meu filho sózinhos e passar um fim de semana com amigas, mas o meu coração (a âncora que não me deixa ir) está apertadinho, apertadinho (de saudades e de remorsos)!!!
1.11.06
30.10.06
27.10.06
Terrores nocturnos...
Ela: "Porquê? Ele começou com os terrores nocturnos??"
Eu: "Ele não... eu!!!"
Nota: Prá'i de à 15 dias para cá que acordo estremunhada a meio da noite e que só descanso depois de o ir espreitar e de ver que ele está bem!!!
26.10.06
E quando ele...
E quando ele vê alguma coisa que quer que eu veja também e diz: "Vês??"
E quando eu olho para ele e vejo que o "bébé" está a dar lugar ao "rapazinho"??
25.10.06
... vamos dar a quem precisa???
Dar
do Lat. Dare
v. tr.,
fazer doação de, doar; ceder alguma coisa, transferir gratuitamente a posse dela a alguém; conceder;
entregar, confiar, pôr em poder de; presentear, brindar, gratificar;pagar, gastar; restituir, embolsar; prestar, tributar; ser bom, servir;
participar, contagiar, propagar; auxiliar, beneficiar;
v. int.,
presentes, dádivas; ocorrer, manifestar-se;
v. refl.,
tomar resolução; dedicar-se, entregar-se.
-dar de si: ceder, vergar, abalar;
http://www.o-blog-dos-gemeos-ricardo-e-pedro.blogspot.com
24.10.06
20.10.06
Palavras de ordem...
Confirma-se... ele já fala!!! E como me foi dito inumeras vezes por outras Mães, foi de um dia para o outro (não "de ontem para hoje", mas "do outro dia para hoje"!!).
Papá
Mamã (esta dita 356.962 vezes ao dia... e eu muuuuito babada!!!)
Peixe ("Peissi")
Pápa
Chatice ("Tice")
Tá aqui
Quero ir para aqui ("Qué i pá qui")
Não está cá ("Nhan tá")
Macaco ("Caco")
Banana ("Manana")
Barco ("Baco")
Avô ("Bô")
Piu, Piu (o passáro)
Quá, Quá (o pato)
Bébé
Manel ("Manhé")
Minha
Francisco ("Quico" o primo)
Taco ("Caco" o cão)
Não ("Nhan" nunca dito menos que três vezes seguidas)
Três, Quatro ("Tês, Cato", o um e o dois ficaram esquecidos pelo caminho)
Opá (e esta é dita tal e qual, sempre que tem que fazer um "esforço para atingir um fim" tipo pôr um brinquedo em cima da mesa, subir para o sofá, etc.)
Já tá (normalmente vem depois do "Opá")
... e todos os dias chega a casa com uma nova para "contar", ou melhor, "dizer"!!
19.10.06
Outubro...
... o mês do azar!!! Mês de 31 dias (que nunca mais acabam!!)
Nunca estivemos tão apertados de dinheiro, nunca as despesas foram tantas... taxas de juro que não param de aumentar, consulta de médico (que tb aumentou), vacina (80 €, onde é que já se viu!!!), condomínio (foi o 1º mês que o pagámos, UÍ), e todas as outras despesas habituais, de um mês habitual... como não faltava mais nada, hoje, um carro que "pifou", que está na oficina á duas horas a ser "examinado" (o coitado) e que já leva 100 € de arranjo em cima (e o exame ainda não acabou)!!! E 12 dias inteirinhos é o que (ainda) nos separa do final do mês!!!
E o Manel está bem, graças a Deus, que afinal é para falar dele que eu criei o blog!!!
Um dia de Inverno...
14.10.06
12.10.06
O Pai Ó enviou-me o texto e eu achei que o deveria cá deixar...
É exactamente assim que eu sinto a Maternidade:
Um dia quando o meu filho for crescido o suficiente para entender a lógica que motiva um pai, eu hei-de dizer-lhe:
- Amei-te o suficiente para ter insistido para que juntasses o teu dinheiro e comprassses uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidades de a comprar.
- Amei-te o suficiente para ter ficado em pé junto de ti, duas horas enquanto limpavas o quarto, trabalho que eu teria realizado em quinze minutos.
- Amei-te o suficiente para te obrigar a pagar a pastilha elástica que "tiraras" da mercearia e dizer ao dono: eu roubei isto ontem e hoje queria pagar.
- Amei-te o suficiente para ter ficado em silêncio, para te deixar descobrir que o teu novo amigo não era boa companhia.
- Amei-te o suficiente para te deixar assumir a responsabilidade das tuas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Amei-te o suficiente para te ter perguntado onde ias, com quem ias e a que horas chegarias a casa.
- Amei-te o suficiente para te deixar ver a fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- Mas, acima de tudo, eu amei-te o suficiente para te dizer NÃO, quando sabia que me irias odiar por isso.
Estou contente. Venci, porque afinal tu também venceste. E qualquer dia, quando os teus filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, tu irás dizer-lhes, quando eles te perguntarem, se os teus pais eram maus, que sim, que eram os piores pais do mundo! E vais dizer:
"- Enquanto os outros miúdos comiam doces ao pequeno-almoço,eu tinha de beber leite com cereais ou com torradas.
- Os outros miúdos bebiam Coca-Cola ao almoço e comiam batatas fritas, enquanto que eu tínha de comer sopa, prato e fruta.
E, mais! Não vão acreditar! Os meus pais obrigavam-me a jantar à mesa, o que era bastante diferente dos outros pais.
- Os meus pais insistiam em saber onde estáva a todas as horas, era quase uma prisão. Tinham de saber quem eram os meus amigos e o que fazía com eles.
- Insistiam em que lhes dissésse que ía sair mesmo que demorásse só uma hora ou menos.
- Eu tínha vergonha de admitir mas eles violaram uma data de leis do trabalho infantil: Eu tinha que fazer as camas, lavar a loiça, aprender a cozinhar, aspirar o chão, passar a ferro a minha roupa, ir despejar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam, a pensar em mais coisas para me mandar fazer.
- Eles insistiam sempre comigo para eu lhes a verdade e apenas toda a verdade, sempre a verdade.
- Na altura da minha adolescência eles conseguiam ler os meus pensamentos o que tornava a vida horrivel.
- Os meus pais não deixavam os meus amigos buzinarem para eu descer. Tinham que subir, bater á porta para eles os conhecerem.
- Enquanto toda a gente podia sair com doze ou treze anos, eu tive que esperar pelos dezasseis.
- Por causa dos meus pais, eu perdi experiências fundamentais da adolescência: nunca estive envolvido em actos de vandalismo, em roubos, violação de propriedade, nem fui preso por algum crime.
Foi tudo por causa deles. Agora que já saí de casa, que sou adulto, honesto e educado, estou a fazer o nosso melhor para ser "maus pais" tal como os meus foram.
Acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficientes "maus pais".
11.10.06
"Um copo com água, uma escova e pasta, pr'a lavar os dentes é o que me basta..."
10.10.06
Este fim de semana...
... foi "fim de semana para estar com a família que está longe da vista, mas não do coração".
Depois de 5 horas de uma viagem que se faz, normalmente, em 3, chegámos ao pé daqueles de quem gostamos e que só vemos muuuuuito de vez em quando.
Fomos lá para que conhecessem o Manel, fomos lá porque tinhamos saudades, fomos lá porque à muito tempo não iamos, fomos lá porque possivelmente será a última vez que vemos a Tia Maria com vida, fomos lá porque sim... e de cada vez que lá vamos, percebemos a falta que nos fizeram durante o tempo que estivemos longe e o quanto gostamos deles!!!







